quinta-feira, janeiro 11, 2007
A LEI DA ATRACCÃO EXISTE MESMO
Por incrível que pareça hoje li uma frase que «por acaso» veio responder á interrogação que pairava na minha mente desde que aconteceu o episódio mais doloroso que vivi até hoje, e o que mais me impressionou no meio de todo este desespero foi que, cada pensamento que eu tinha do tipo,«oxalá que não me aconteça daquela maneira porque eu tenho tanto medo» ou «Deus queira que se por ventura eu tiver más noticias esteja alguém ao meu lado para me amparar porque se não eu não vou aguentar» ou ainda «façam-me todos os tratamentos ...menos este».
E pronto, cada situação que eu temia, aconteceu tal e qual os meus temores, cada pormenor, cada lágrima, cada dor...
E já agora a frase que eu li foi:
«NÓS ATRAÍMOS TUDO AQUILO QUE TEMEMOS»
sinto-me bastante impotente porque infelizmente ainda não consigo controlar os meus medos nem dominar os meus fantasmas, mas quem sabe um dia, depois de tanto tentar, persistir, de levantar e voltar a cair,eu então consiga libertar-me destas amarras e ser livre para sempre!
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2 comentários:
Querida Andrea
Se viver fosse fácil nós não teríamos de aprender à nossa custa; era só tocar no botão x e tudo se resolvia por si mesmo e sempre de acordo com os nossos interesses do momento o que se tornaria desastroso pois nós não conhecemos o futuro...
Assim, há que ir passo a passo e sempre com a esperança naquilo que virá a seguir, que é SEGURAMENTE tudo o que precisamos.
Pensamento atrai pensamento, cria imagens; então vem aquilo em que pensamos.
"Nós atraímos tudo aquilo em que pensamos" - portanto, pensamento positivo atrai coisas positivas, pensamento negativo atrai ... nem as quero escrever!!!
Mas tu pareces estar no bom caminho o que me alegra muito. Força, princesa, o futuro começa HOJE.
Beijo-te com todo o meu amor e estou feliz porque te vejo animada, MÃE CORAGEM.
Amo-te bela Andrea.
Estou sempre contigo - Albertina
Este texto ja me ajudou a seguir em frente varias vezes. Espero que te ajude tambem! Basta teres o coraçao bem aberto ao que les...
"E escrevi o teu nome e o teu número de telefone numa página da agenda do mês de Fevereiro. E, ao escrevê-lo, sabia que era uma despedida, mas todo o mês de Março nos arrastámos na despedida, como caranguejos na maré vazia. Sem ti, lancei outras raízes, construí pátios e terraços, fontes cujo som deveria apagar todos os silêncios, plantei um pomar com cheiro a damasco, mandei fazer um banco de cal à roda de uma árvore para olhar as estrelas no céu, um caminho no meio do olival por onde o luar pousaria à noite, abóbadas de tijolo imaginadas pelo mais sábio dos arquitectos e até teias de aranha suspensas do tecto, como se vigiassem a passagem do tempo. Nada disto tu viste, nada te contei, nada é teu. Sozinhos, eu e a aranha pendurada na sua teia, comtemplámo-nos longamente, como quem se descobre, como quem se recolhe, como quem se esconde. Foi assim que vi desfilar os anos, as paredes escurecendo, um pó de tijolo pousando entre as páginas dos mesmos livros que fui lendo, repetidamente. Heathcliff e Catarina Linton destroçados outra vez pela minúcia do tempo.
Como explicar-te como tudo isto se tornou alheio, como tudo te pareceria agora estranho, como nada do que foi teu vigia o teu hipotético regresso? Ulisses não voltará a Ítaca e Penélope alguma desfará de noite a teia que teceste.
E arranquei a página da agenda com o teu nome e o teu número de telefone. Veio a seguir Abril e depois o Verão. Vi nascer a flor da tremocilha e a das buganvílias adormecidas, vi rebentar o azul dos jacaradás em Junho, vi noites de lua cheia em que todos os animais nocturnos se chamavam rãs, corujas e grilos, e um espesso calor sobre a devassidão da cidade. E já nada disto, juro, era teu.
E foi assim que descobri que todas as coisas continuam para sempre, como um rio que corre ininterruptamente para o mar, por mais que façam para o deter.
Sabes, quem não acredita em Deus, acredita nestas coisas, que tem como evidentes. Acredita na eternidade das pedras e não na dos sentimentos; acredita na integridade da água, do vento, das estrelas. Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempres eremos a brisa que entra e passei pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos.
E a tua voz ouço-a agora, vinda de longe, como o som do mar imaginado dentro de um búzio. Vejo-te através da espuma quebrada na areia das praias, num mar de Setembro,com cheiro a algas e a iodo. E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Nãoperdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
Eternamente - Miguel Sousa Tavares
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